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Negociação da Educação Básica avança na quinta reunião com o Sinepe-RS

O Sinteep Noroeste-RS, acompanhado de outros sindicatos, participou, na última semana, da quinta reunião de negociação da Educação Básica junto ao Sindicato do Ensino Privado do Rio Grande do Sul (Sinepe-RS).

Na abertura do encontro, o Sinepe-RS informou que já firmou proposta com os professores e que pretende realizar, no dia 23 de abril, uma assembleia com as escolas. Na sequência, apresentou os seguintes pontos para a conclusão das negociações:

  • Reembolso Educação Infantil: R$ 400,00 a partir de 1º de maio, sem pagamento retroativo;
  • Banco de Horas: concordância com o texto que prevê o desconto de 50% do saldo a partir de 1º de outubro;
  • Regime 12×36: inclusão da função de portaria para esta jornada e exclusão da previsão de que o intervalo seja usufruído dentro da jornada;
  • Reajuste Salarial e Auxílio-Alimentação: apresentação de duas opções: Opção 1 – reajuste de 3,36% em março, com integralização para 3,5% em abril, além de R$ 150,00 de auxílio-alimentação a partir de maio; Opção 2 – integralização de 3,86% em abril, com R$ 140,00 de auxílio-alimentação a partir de maio.

Após avaliação reservada, os trabalhadores apresentaram contraproposta de 4% de reajuste salarial e R$ 140,00 de auxílio-alimentação, que não foi aceita pela comissão patronal.

Com o objetivo de encaminhar a proposta para apreciação das categorias, a comissão dos técnicos concordou com o reajuste de 3,36% em março, com integralização de 3,86% em abril, além de R$ 140,00 de auxílio-alimentação a partir do crédito de maio (a ser realizado no final de abril).

O diretor sindical, Giuliano Martineli, participou pela primeira vez das reuniões e expressou sua avaliação sobre as negociações. “A participação nas negociações coletivas foi extremamente valiosa, especialmente pela oportunidade de ouvir e aprender com companheiros mais experientes na vivência sindical. Por outro lado, também foi marcante perceber a indiferença do sindicato patronal em relação aos trabalhadores. Tenho a impressão de que a representação patronal estava mais bem preparada nas rodadas de negociação, o que se evidencia pelas concessões que fizemos durante as discussões — algo que me preocupa em relação às futuras convenções.
Diante disso, considero fundamental que adotemos uma postura cada vez mais profissional como negociadores. Precisamos estar munidos de dados financeiros, econômicos e sociais, além de manter alinhamento na comunicação e no entendimento entre todos os representantes na mesa. Também acredito que as várias mesas de negociações devem acordar pontos em comum, evitando impasses que possam inviabilizar avanços.”

Por fim, ambas as comissões irão encaminhar as redações das cláusulas faltantes com os ajustes para que as assembleias possam debater e discutir a aprovação da Convenção Coletiva 2026/2027.

A diretoria do Sinteep Noroeste irá se reunir no dia 25 de abril, sábado, para fazer um planejamento das assembleias gerais para discussão e votação da proposta de Convenção Coletiva.